domingo, 21 de agosto de 2011

A Cultura de Mato Grosso do Sul - Conjunto de manifestações artístico-culturais

A cultura de Mato Grosso do Sul é o conjunto de manifestações artístico-culturais desenvolvidas pela população sul-mato-grossense. A cultura tradicional estadual é uma mistura de várias contribuições das muitas migrações ocorridas em seu território.

 Gastronomia:
 principais pratos típicos do estado: sopa paraguaia, chipa, arroz carreteiro, peixe ao urucum de Corumbá, caldo de piranha, Puchero (vaca atolada, pucherada...), sobá, tereré, etc.

 Salgados:
Arroz Carreteiro: carne picada, salgada,cozida com arroz. Antigamente a carne era levada pelos peões entre a sela e o lombo do cavalo e salgada pelo suor do mesmo.
Arroz boliviano
Carpaccio de Dourado
Caribeu
Chipa: tipo de pão de queijo em forma de "u" ou alongado.
Churrasco com mandioca: carne bovina ou de peixe assada no espeto, em suportes, sobre carvão em brasa, geralmente acompanhada de mandioca frita e/ou cozida.
Farofa de banana da terra
Farofa de carne
E também o peixe urucum de Corumbá
Furrundu
Nhoque de mandioca
Pacu assado e recheado
Pamonha de milho verde cozida
Puchero/Pucherada
Quibebe de mamão
Sobá: comida japonesa feita com um tipo de macarrão mais fino.
Sopa paraguaia: bolo salgado feito com cebola, milho e queijo
Saltenha:empanado recheado com frango desafiado e batata, bem picante.
Sarrabulho : caldo grosso feito de miudezas de boi, carne, batata em cubinhos e ervilha.

 Bebidas
Principais bebidas típicas do estado:

Caldo de Piranha: feito um pirão de piranha e coado, tomando-se o líquido. Costuma-se tomar o caldo de piranha em cumbucas bem apimentados. O caldo pode ser engrossado com farinha de mandioca.
Chimarrão: infusão de água quente e erva-mate servido numa cuia
Cachaça de alambique: cachaça retirada diretamente da bica e vendida
Licor de pequi: bebida doce á base de álcool e pequi
Mate Chimarrão Libra: refrigerante feito de erva-mate que é muito popular na cidade de Corumbá.
Sorvete de bocaiuva: sorvete feito da farinha de Bocaiúva.
Tereré: infusão de água gelada e erva-mate servido numa guampa de chifre de boi; bebida-símbolo de MS;

Símbolos:
Arara Azul
Tuiuiú
Tereré
Trem do Pantanal
Pantanal

 Música:
 Instrumentos musicaisViola-de-cocho: instrumento construído artesanalmente pelos próprios violeiros, que usam materiais da região, como a madeira do sarã ou timbaúba (ou chimbuva), cola de poca, cordas de tripa de bugio ou de ema. Estudada por alguns pesquisadores, acredita-se que a viola de cocho tenha se originado do alaúde, instrumento musical usado durante a Idade Média que, vindo do Oriente Médio chegou à Europa. Imagina-se que tenha chegado ao Pantanal por volta do século XVIII, pela Bacia do Prata, único elo de ligação da Província de Mato Grosso com o mundo naquela época.
Sertaneja:Grande nomes da musica das cidades do Mato Grosso do Sul como: Munhoz e Mariano, João Bosco e Vinicius,Victor e Vinicius,Maria Cecilia e Rodolfo, Luan Santana e muitos outros nomes.
 GênerosGuarânia
Chamamé
Polca Paraguaia
Vanerão
Sertanejo Almir Sater, Délio e Delinha

 Danças Típicas:
Em Mato Grosso do Sul, as quadrilhas estão restritas às escolas e algumas associações, numa tentativa de aproveitamento folclórico. São raros os grupos originais, geralmente do meio rural, que conservam algumas partes da quadrilha, como as contra danças inseridas nas comemorações locais. O Estado do Mato Grosso do Sul pode ser mapeado e dividido em 4 partes, de acordo com as danças:
Região de Campo Grande
Compreende a capital e região central do estado. Influência paulista, mineira e  sulista.
Polca-rock: gênero que se baseia em ritmos fronteiriços, como a polca-paraguaia, o chamamé, a guarânia, o rasqueado, cururu e outros movimentos musicais que englobam o 3/4.
Região do bolsão
Compreende a porção nordeste do estado - relativa à bacia Sucuriú de Costa Rica a Três Lagoas, incluindo os municípios de Camapuã e seus distritos. Possui influência paulista e mineira.
Arara, Cobrinha ou Revirão: muito comum no resto do Brasil, recebe vários nomes, como a dança da vassoura ou dança do chapéu. Sua execução começa com um dançador, que deve tirar outro e outro, até que a fila apresente-se longa, virando ora para um lado, ora para o outro, fazendo movimentos semelhantes aos de uma cobra. Em determinado momento, os dançadores juntam-se aos pares e aquele que estiver sozinho deve requisitar o par do outro. Quando a música é interrompida, aquele que estiver só, deve pagar uma "prenda" , geralmente declamando um verso.
Caranguejo: dança de roda que é desenvolvida aos pares que batem palmas e sapateiam, permeando com volteados e passeios. Ë uma ciranda executada nos bailes rurais, nos momentos em que tendem a desanimar.
Catira: É dançada ao som da moda de viola e alegrada pelos "recortados", quando os dançadores intercalam longa série de sapateado e palmeado. É uma dança só de homens, e a mulher raramente participa dela, apenas em momentos de reserva familiar. Geralmente é dançada nas festas antes de começar o baile.
Engenho de Maromba: possui ritmo valseado e seus movimentos imitam o movimento do Engenho de Cana. As fileiras de homens e de mulheres rodam em sentidos contrários entre si, entrecruzando-se na evolução. Os versos cantados no engenho são "chorados" como o próprio engenho de cana. É uma dança executada em finais de baile como forma de despedida.
Engenho Novo: dança cuja coreografia assemelha-se ao movimento do engenho de cana, e seus versos lembram passagens de trabalho com essa máquina e também conversas entre seus operadores. Ao contrário da dança anterior, a música possui andamento rápido e alegre.
Sarandi ou Cirandinha: ciranda que mantém a mesma melodia da roda infantil Ciranda, Cirandinha. É uma dança de roda, em que os pares dão meias-voltas e voltas inteiras, trocando seus pares. Esse movimento é repetido tantas vezes quanto é o números de pares, intercalando, cada um apresenta seu verso para a moça, para o rapaz ou para o público presente.

Região do Complexo do Pantanal
Compreende a porção oeste do Estado. Cultura pantaneira, desde a fundação de Corumbá e com a formação da cultura Cuiabana no século XVIII, possuindo influência gaúcha, paraguaia, boliviana e argentina.
Cururu: atualmente se caracteriza como uma brincadeira, mas ainda preserva alguns passos de dança, executados pelos violeiros, como flexões simples/complicadas, a fim de proporcionar animação. É praticada apenas por homens que tocam suas violas de cocho e ganzás ou cracachás (reco-recos), cantando versos conhecidos ou improvisados, conforme o momento requerer e as toadas falam das coisas do cotidiano pantaneiro.
Siriri: dança animada em que os pares colocados em fila ou roda descrevem gestos alegres e gentis, com palmas aos pares e ao som de toadas. Os movimentos são de fileiras simples, duplas, frente a frente, roda e túnel. Recebem nomes como: barco do alemão, carneiro dá, canoa virou, "vamos dispidi". Os instrumentos usados para música são: viola de cocho, reco-reco, (ganzá) de bambu com talho no sentido longitudinal e tocado com um pedaço de osso e o mocho ( tambor) tocado freneticamente com dois bastões de madeira.
Região sul e fronteira
Compreende a porção sul e sudeste. (influência paraguaia, japonesa e gaúcha).
Chupim: dançado ao som/ritmo da polca paraguaia, com três pares. Seus movimentos imitam as asas da ave de mesmo nome, ao cortejar a fêmea. Às vezes, encontra-se a figura do Carão, que imita o pássaro do mesmo nome e é tido como ave de rapina que tenta a todo momento "roubar" a dama do companheiro. À esses movimentos acrescentam-se toques de castanholas, com os dedos, da aculturação espanhola. Seus movimentos são cadena, tourear o par, dançar e rodar o par.
Mazurca: também chamada de rancheira, muito comum no sul do Brasil, seguindo a mesma configuração dos bailes do Sul.
Palomita: é uma dança de salão que é executada ao som de polca paraguaia ou chamamé, embora no Paraguai seja utilizada a música palomita para essa dança. Há revezamento entre os casais.
Polca de Carão: a dança consiste em uma brincadeira de um dos dançantes para "levar um carão", ou um "fora" do seu pretendido par. A dança de salão continua até que os outros "levem um carão".
Toro Candil: não se caracteriza como dança nem como folguedo. É considerado uma brincadeira feita com o boi (toro em espanhol), feito de arame, pano e a ossatura natural da cara do boi, abatido para a festa. Duas tochas acesas são colocadas ao chifre do boi candeeiro ( Candil - em espanhol). Os brincantes mascarados (mascaritas - em espanhol), apresentam-se travestidos para não ser reconhecidos (tanto homens, quanto mulheres), brincam entre si, mudam a voz e falam em idioma Guarani. Antes da chegada do Toro, fazem a brincadeira bola-ta-ta, uma bola de pano, embebida em óleo e acesa. Chutam a bola de um para outro brincando até que a mesma se apague. Em seguida, entra o toro Candil para alcançar o auge da festa. Quando se acham cansados, vão para o salão e dançam ( podendo ser homens com homens ou com mulheres, mesmo porque eles não se conhecem) ao som de salsas e merengues.
Xote aos Pares ou Xote de Três: equivale ao Xote de Duas Damas da Região Sul do Brasil.
[editar] BibliografiaSigrist, Marlei - "Chão Batido" - Editora UFMS - Campo Grande MS - email: sigrist@enersulnet.com.br











2 comentários:

  1. João paulo coelho da silva
    Escola Estadual3 de maio

    Eu gostei muito de ver o video da nossa capital de Campo Grande uma cidade maravilhosa;

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  2. e muuuuuuito chato nao tem nada nesse site

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